Colégio Universitário

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05/05/2010

Colégio Universitário é modelo para toda Santa Catarina

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A prima pobre dos Macetes

(Ana Paula Cardoso – DC 05/05/10)

Decorar não adianta, é preciso praticar exercícios, prestar atenção nas aulas e contar com a criatividade dos professores. Esse é o discurso de alunos, educadores e até da diretora do colégio Universitário, em criciúma.

Para fixar o conteúdo, os alunos dos terceirões criam suas próprias técnicas e se divertem nas aulas. Tudo para não sucimbir a prima pobre dos macetes: a famosa decoreba.

Os pequenos lembretes e conteúdos transformados em muita musica, frases esquisitas, algumas besteiras que parecem inúteis e até atitudes inusitadas são uma carta na manga da maioria dos vestibulandos.

O professor de química André Ghisi é um dos adeptos de técnicas, digamos assim, bem originais em sala de aula.

- Quando ele escreve no quadro algo que não devemos esquecer, ele cola um chiclete ou lambe o quadro – diverte-se a estudante Ana Carolina Carvalho de Farias.

Para outros estudantes, belos desenhos despertam a memória visual, lista de exercícios, piadas e história misturados ao cotidiano são boas combinações para ajudar na memória, considera a professora de biologia Mila Pirola.

- Meu conteúdo tem partes complexas, como as plantas. Então, crio paródias com músicas bem populares e os alunos fazem as dancinhas. Assim, fixamos o conteúdo. – Diz a professora.

A diretora Eloisa Colonetti também prefere o macete à decoreba. Além de não ajudar o aluno a lembrar dos conteúdos, com ferquencia, ela deixa o estudante na mão.

- Vestibular e decoreba não combinam mais. Preparamos os alunos para interpretar e sabe associar o que ele aprende – explica.

O estudante Wiliam Vieira, 17 anos, afirma que poucos conteúdos precisam ser decorados. Em disciplinas como matemática, física e química, ele prefere fazer associações entre palavras chaves para estar com o conteúdo sempre na ponta da língua:

- Se decoramos, esquecemos depois.

As colegas Julia Juvêncio Frasson e Suelen Uggioni, 16 anos, explicam a diferença entre aprender algo por meio de macetes e decorar .

- Decorar não dá. Seria muito cansativo vir para aula e nada nos chamar a atenção. Assim, a aula é divertida. Até ajudamos a criar macetes – observa Suelen.

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