Eu sou a Thami, professora de Redação do Colégio Universitário. Hoje eu estou aqui para compartilhar um texto com vocês, mas antes eu quero falar um pouquinho sobre o contexto em que ele foi produzido.
A disciplina de Redação – no ensino fundamental – é desenvolvida para que os alunos tenham conhecimento do maior número possível de gêneros textuais, já que o objetivodeles é estabelecer comunicação. Assim, trabalhamos uma porção de gêneros a partir de teoria (lendo bastante) e prática (escrevendo muito).
Atualmente estamos lendo e desenvolvendo crônicas com a turma do 7º ano e eu gostaria de compartilhar com vocês a crônica escrita pela aluna Victoria Yanni de Campos.
O porquinho
Estava eu certo dia, encaminhando-me para a biblioteca que, sem dúvida, é o meu local favorito do Colégio Universitário, em uma das minhas aulas preferidas, quando notei uma tatuagem no braço de minha professora de Redação. Era um porquinho.
Neste momento, lembrei-me de quando eu era pequena. Não me recordo ao certo de minha idade. Eu tinha ido à casa de uns parentes. Quando cheguei lá, parecia um filme de terror, pois os donos da casa haviam matado um porco.
Tinham pessoas limpando o pobre do porquinho e o preparando para almoçar.
Aquilo não era esperado por mim e fiquei em estado de choque. Na hora do almoço nem toquei na carne, fiquei com muita ânsia e muito dó. Até hoje isso me assombra.
Hoje em dia eu sou vegetariana, não como carne há um tempinho e me sinto bem por isso. Acredito que nunca vou me esquecer do coitado do porquinho.
Talvez isso seja bom, lembrar dele, reconhecer o quanto ainda somos primitivos e que ainda muitos se alimentam de outros animais.
Fico contente a cada dia que passa, pois sinto mais leve, mais distante, mesmo que seja apenas um passo da primitividade.
Realmente não sei o que aquela tatuagem significa para a professora, o que me traz curiosidade, porém ela me marcou assim como aquele porquinho de anos atrás.E eu fico feliz por isso.
Victoria Yanni de Campos - 7º ano